21 set 2009

O valor das transições nos aplicativos RIA

Em um aplicativo RIA, numa mesma interface, um elemento pode ter múltiplos estados para dar suporte às atividades do usuário: contraído, expandido, em foco, aumentado, colapsado, visível, invisível, escondido etc. A transição é justamente como o elemento muda de um estado para outro. Dificilmente, em um projeto de aplicativo que dará suporte à processos de negócio, o cliente vai considerar as transições como uma funcionalidade, por isso este é uma dos aspectos mais depreciados no desenvolvimento de software, e muitas vezes, considerado pelos desenvolvedores como meras “firulas”.

Mas será que as transições adicionam algum valor para os aplicativos? Quais são as funções das transições?

Comunicação

A principal função das transições é a de comunicar mudanças no estado da interface, e deste modo, ajudar o usuário a entender os relacionamentos entre estes estados. Contrapor usabilidade com transições, como alguns fazem, não faz o menor sentido neste contexto, pois elas podem ser úteis para reduzir a carga cognitiva no entendimento destas relações, aumentando assim a facilidade de uso, possibilitando que o usuário fique focado em sua atividade.

Naturalidade

No mundo analógico-físico, quando as coisas mudam de estado, elas não mudam instantaneamente. As coisas se movem, se deslocam, mudando do estado inicial pouco a pouco até chegarem no estado final. Não que tenhamos que emular o mundo analógico no digital, mas essa mudança gradual de um estado para outro torna a interface muito mais familiar aos usuários, e com isso, mais intuitiva.

Estética

A última função das transições é a função estética. Como diz Donald Norman, a beleza nas interfaces faz com que a facilidade de uso percebida seja maior. E por mais que possamos depreciar a função estética em aplicativos, achando que a arte deve ficar longe da tecnologia, somos geneticamente programados para sermos atraídos para coisas bonitas e nos afastarmos de coisas feias. A estética tem um grande impacto no valor afetivo que o usuário atribui à alguma coisa, inclusive à ferramentas digitais. Se um dos objetivos de um software é ser usado, é bom que o usuário não sinta repulsa por ele.

Ps. Mesmo assim, deixemos o “Skip Intro” morto e enterrado.

Nu Descendo a Escada

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