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ESG: O que é e qual sua importância para as empresas?

Sendo uma das pautas mais importantes do mundo corporativo desta década, a filosofia ESG ganhou cada vez mais relevância no aspecto financeiro das grandes empresas. Mas o que significa esse conceito e por que tem sido um tema tão discutido nos últimos anos? É o que você irá entender através deste artigo. 

Neste artigo serão abordados os seguintes tópicos: 

  • A origem do ESG
  • A importância do ESG para as empresas
  • O ESG no Brasil
  • Qual a vantagem de investir em empresas ESG? 

Tempo de Leitura: 11 Minutos.

Entenda os motivos do tema ESG ganhar tanta relevância no
meio empresarial dos últimos anos.

A origem do ESG

Do inglês Environmental, Social and Governance, o termo ESG corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. Esse conceito foi criado em 2004 em uma publicação pioneira do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e instituições financeiras de 9 países, chamada Who Cares Wins (Ganha quem se importa).

O termo surgiu a partir de uma provocação do então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a 50 CEOs de grandes instituições financeiras do mundo, com a ideia de unir instituições de diversos países na busca por alternativas de envolver o tema no mercado financeiro. 

O relatório Freshfield, lançado pela UNEP-FI na mesma época, já demonstrava a importância da integração dos fatores ESG para avaliação financeira, e junto com o documento Who Cares Wins serviu de base para o lançamento dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) na bolsa de Valores de Nova Iorque em 2006, que hoje possui mais de 3 mil signatários, com ativos sob gestão que ultrapassam USD 100 trilhões. 

Apoiado pela ONU, atualmente o PRI é uma iniciativa global próspera com mais de 1.600 membros que representam mais de $70 trilhões de ativos sob gestão. O papel do PRI é promover a integração do ESG na análise e tomada de decisões por meio de liderança inovadora e criação de ferramentas, orientação e engajamento de cunho sustentável. 

A importância do ESG para as empresas

A relevância do ESG para as empresas vai muito além da teoria. 

Ligado à expectativa de um futuro positivo e no bem-estar das gerações atuais e futuras, essa filosofia é essencial para uma empresa ativa, pois hoje investidores buscam muito mais do que uma organização que ofereça lucros. 

Entender sobre ESG é extremamente importante para perpetuar a força de uma marca nos dias de hoje. Isso porque essa preocupação reflete diretamente na sua reputação e imagem perante os investidores e clientes. 

Estratégias de ESG agregam inúmeros benefícios para a percepção de valor das empresas. A curto prazo, a real preocupação com as questões ambientais e sociais, além de ações direcionadas para o fator sustentável podem ser utilizadas como estratégia de branding, considerando o impacto positivo ao posicionamento das marcas. 

A longo prazo, as empresas terão cada vez mais potencial de conquistarem um espaço de destaque no mercado, agregando um valor ainda maior ao seu produto ou serviço. 

Além disso, com US$ 1 trilhão em patrimônio de fundos com viés ESG no mundo, segundo dados da Morningstar no segundo trimestre de 2020, podemos dizer que há uma evolução significativa do arquétipo da empresa que busca gerar valor para todos os envolvidos e para a sociedade como um todo. Isso porque gerar valor para mais gente aumenta as condições da empresa de superar crises e se manter no mercado.

Desse modo, não é de se admirar que os investimentos em ESG estejam cada vez maiores e mais sólidos. As pesquisas demonstram cada vez mais que esse conceito e as ações relacionadas a ele podem reduzir o risco do portfólio, gerar retornos de investimento competitivos e ajudar os investidores.

De acordo com o Climate Change and Sustainability Services, da Ernest Young, as informações ESG são essenciais hoje para a tomada de decisões dos investidores. E os critérios ESG estão totalmente relacionados aos ODS, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúnem os grandes desafios e vulnerabilidades da sociedade como um todo.

O ESG no Brasil

A adequação e aplicabilidade dos critérios ESG por organizações brasileiras, como a REDSPARK, é cada vez mais uma realidade. 

Bastante presente nas grandes empresas, a relação dos ODS com os negócios tem crescido exponencialmente nos últimos anos. 

É o que demonstra um levantamento realizado com as companhias que fazem parte do ISE, Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, em que 83% delas possuem processos de integração dos ODS às estratégias, metas e resultados.

Segundo a pesquisa “A evolução do ESG no Brasil”, da Rede Brasil do Pacto Global e da Stilingue, de abril de 2021, 78% da geração dos Millennials e 84% da geração Z do país declaram optar por este tipo de investimento. 

Nas respostas das 308 empresas que fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global, foi constatado que as empresas brasileiras atualmente atuam com vários tópicos e indicadores do ESG, sendo que as cinco iniciativas mais presentes nas empresas atualmente são: 79% criação de mecanismos de compliance e governança; 76% na gestão de resíduos, reciclagem e reaproveitamento; 68% na criação de comitês e órgãos de governança buscando a integridade da organização; 61% de apoio à Covid-19; e 60% no apoio às comunidades no entorno.

Um outro levantamento realizado pela Morningstar e Capital Reset, demonstra que os fundos ESG no Brasil captaram cerca de R$ 2,5 bilhões em 2020, o que representa uma significativa mudança no parâmetro empresarial em comparação com os anos anteriores. 

E este ecossistema está crescendo a passos largos.  No ESG Tech Report da Distrito, de maio de 2021, diversas empresas de tecnologia que estão trabalhando com os critérios ESG foram apresentadas, demonstrando a formação de uma nova rede de serviços, apoio, ações e funcionalidades que propiciam uma melhor gestão e reporte das questões de aspecto social, ambiental e de governança nas empresas. 

Na Redspark, nós absorvemos os critérios de ESG e temos inserido a temática diariamente nos objetivos, metas e processos, buscamos proporcionar, através de nossas ações internas e externas, experiências e ações que sejam benéficas para nossos clientes, parceiros, funcionários e para a sociedade como um todo. Como uma empresa de tecnologia e inovação que expande o olhar para o futuro, nosso crescimento é constante, mas de uma forma saudável para a sociedade, para o meio ambiente e para o sistema organizacional.

Qual a vantagem de investir em empresas ESG? 

Diante de todos os dados apresentados pelas pesquisas mencionadas neste artigo, é correto afirmar que os benefícios do ESG não se limitam somente para as empresas, mas representam vantagens também para o investidor. O índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) apresentou, desde a sua criação, uma rentabilidade de +249,25% contra +209% do Ibovespa ( usando a data base de outubro de 2021). 

Isso significa que além de seguir e se adequar aos critérios de ESG com políticas de sustentabilidade e campanhas ativas de engajamento, as empresas que compõem o ISE B3 têm entregado ótimos resultados em comparação com o principal índice acionário brasileiro. Isso representa, entre outros aspectos, uma elevada oportunidade de negócios a médio e longo prazos. 

Com os números crescendo e as empresas se firmando cada vez mais como organizações engajadas com as questões de maior relevância no planeta, é importante lembrar que promover a prática ESG vai muito além de gerar valor para as marcas. Trata-se de uma série de ações importantes que direcionam os esforços corporativos para medidas de extrema urgência, como a preservação do meio ambiente e a lapidação de uma sociedade mais justa e ética para todos. 

ESG é uma pauta transversal, que necessita do comprometimento de todos os departamentos. Ou seja, para ser efetivo, o ESG deve se tornar uma cultura da empresa inteira, e requer um líder 100% dedicado ao assunto, uma equipe engajada, métricas e orientação a dados, e orçamento, pois há muitos investimentos a fazer quando se conduz um esforço de gestão de mudança de médio e longo prazo.

Em suma, precisamos cultivar essa mentalidade e entender que no futuro, empresas que não gerirem corretamente seus impactos não farão parte da sociedade, nem tampouco estarão nas escolhas dos clientes e investidores.

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